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Uma das histórias mais dramáticas de
vida conjugal registrada na Bíblia é, sem dúvida, a de Oséias e
Gomer.Gomer, como registra a Bíblia, foi infiel ao profeta e se
prostituiu, chegando ao ponto de se tornar escrava (Os 3.2).
Quando leio a história desse casamento,
a expressão que mais me chama a atenção está registrada em Oséias
3.1, onde Deus diz o seguinte ao profeta traído: “Vá, trate
novamente com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por outro e
ser adúltera. Ame-a como o Senhor ama os israelitas”. Amar é uma
decisão que Deus deseja que tomemos todos os dias.Foi por isso que
Deus ordenou a Oséias amar sua esposa. Se queremos construir um
casamento que funcione é preciso que entendamos que o amor é um
sentimento, fruto de uma decisão que tomamos, diariamente. Amar é um
verbo de ação que devemos conjugar todos os dias.
Todos os dias, ao acordar, devemos olhar
para nossa esposa ou para nosso esposo e dizer: “Hoje vou amar essa
mulher, esse homem, a despeito de qualquer coisa, pois essa é a
vontade de Deus para minha vida conjugal”.Por que o amor entre
muitos casais termina? Porque os cônjuges, ou um deles, decidiram
deixar de amar.O parâmetro do amor que o marido deve ter para com
sua esposa é o de Cristo em relação à Igreja.O padrão do amor que o
esposo deve cultivar para com sua esposa não é o que vemos nos
filmes ou nos romances, mas o mesmo que Cristo demonstrou na cruz de
calvário.
Como é esse amor? É um amor que não mede
esforço para satisfazer as necessidades da esposa. Cristo, para
demonstrar seu amor para com a Igreja, se entregou integralmente por
ela (Ef 5.25).Uma outra característica desse modelo é que se trata
de um amor que nutre, que alimenta (Ef 5.29).
Também se trata de um amor cuidadoso. Um
marido que deseja se espelhar no amor de Cristo deve cuidar de sua
esposa, não apenas no aspecto físico, mas emocional e
espiritual.Embora Efésios 5.25-32 tenha sido escrito diretamente
para os maridos, os princípios podem, perfeitamente, ser aplicados
ao amor da esposa para com o marido.O amor deve ser demonstrado no
dia a dia da vida conjugal.
O apóstolo Paulo em 1Coríntios 13.4-7,
descrevendo o amor, alerta que ele é paciente. Você tem sido
paciente em relação ao cônjuge? O amor é bondoso. Você, marido, tem
procurado fazer coisas boas para sua esposa? O amor não inveja.
Você, esposa, tem estado feliz com as conquistas de seu marido em
alguma área de sua vida? O amor não se orgulha. Marido, você tem
sido humilde em reconhecer seus erros e tem pedido perdão por suas
falhas? O amor não maltrata. Você tem maltratado seu cônjuge com
alguma palavra rude, com atitudes grosseiras? O amor não se ira
facilmente, não guarda rancor.
Podemos, como marido e mulher, ter
nossas rusgas, mas não podemos deixar que a ira se aninhe em nosso
coração e nasça o ódio. O amor tudo suporta. Para viver num
casamento que funciona é preciso que sejamos tolerantes com as
manias ou com as teimosias do nosso cônjuge. Todos nós temos nossas
manias e esquisitices. Para viver bem no casamento é preciso
minimizar essas coisas e maximizar as virtudes do outro.
Pr. Gilson
Bifano
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