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Para quem conhece um pouco da história
da Igreja de Cristo, jamais esquecerá o fato ocorrido no dia 31 de
outubro de 1517, quando o ousado reformador Martinho Lutero afixou
suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittemberg - essas
teses condenavam os abusos da negociação de indulgências e
conclamava as lideranças eclesiásticas para um debate a respeito do
assunto.
Não era intenção de Lutero promover
qualquer ruptura, todavia ele almejava por uma reforma na estrutura
político-administrativa da Igreja Romana. O "caldo" ferveu nas mãos
dos que se beneficiavam do sistema corrupto e corruptor instaurado.
Vários concílios foram agendados, até
que em 1521, na assembléia oficial de Worms, Lutero recusou rever
suas posições a menos que fosse convencido por meio do "testemunho
das Escrituras". Sua coragem chegou a tal ponto de declarar perante
o rei Carlos V e todas autoridades eclesiásticas e políticas
presentes a seguinte frase: "Consultei a minha consciência e ela
está amarrada a única revelação, a Palavra de Deus".
Por amar a revelação bíblica com a qual
estou comprometido, afirmo: o dízimo e as ofertas são santas ao
Senhor. O Pentateuco, considerado como o coração da Teologia
Financeira na Bíblia, está sempre sendo a fonte para expositores e
autores bíblicos, onde cavam tudo quanto a temática do Dízimo e
Ofertas - dois temas distintos e fartamente comentado nas Escrituras
Sagradas, basta conferir: Gn 2.17; 4.3-5; 14.18-20; 28.20-22; Ex
22.29;34.26; 35.4-35;36:2-7; Lv 6.14-30;7.1-16; 27.30-32;
Nm18.21-30; 28.1-31; Dt12.6-12;23.21-23.26.1-2.
Quando nos convertemos a Cristo, o bolso
também se converte; quem sonega o que pertence a Deus - os dízimos e
as ofertas - prova, de fato, que nunca deu a vida a Jesus. Conforme
tantos textos acima, qualquer dicionário no planeta Terra define o
dízimo como a décima parte de um valor.
Tudo quanto recebemos das mãos do
Senhor, em um ato de louvor e adoração a Ele, apresentamos em forma
de dízimos e ofertas. A Bíblia define como roubadores aqueles cujos
corações assaltam a Deus, retendo os dízimos e as ofertas, basta ler
Ml 3.8. O maior escritor do Novo Testamento, o apóstolo Paulo,
confirma: “nem ladrões, nem avarentos, nem roubadores herdarão o
reino de Deus” (I Co 6.10).
Por amar a única revelação deixada por
Deus, a Bíblia, afirmo que os dizimistas e os ofertantes têm um
único lugar para adorar ao Senhor com os dízimos e as ofertas.
Quantos crentes insistem em devolver dízimos e ofertas nas mãos de
tesoureiros, ou administradores da igreja, pastores ou até na
tesouraria! Isso é invenção e anti-bíblico.
Sem contar que adultera a revelação
divina citada em Ap 22.18-19: “Eu a todo aquele que ouve as palavras
da profecia deste livro, testifico; se alguém lhes fizer qualquer
acréscimo (...) ou se alguém tirar qualquer coisa das palavras deste
livro, Deus tirará a sua parte (...)”.
Não defendo, aqui, meu ponto de vista ou
o que a denominação cristã a qual pertenço pensa ou deixa de pensar,
nem tampouco entro no mérito da metodologia de denominações. Se os
dízimos e as ofertas são colocadas em pratos, envelopes ou até mesmo
o gasofilácio, a questão em pauta é: onde apresentar os dízimos e as
ofertas sagradas? A Bíblia responde claramente: na casa do Senhor (Dt
12.6) - “A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos e os
vossos sacrifícios e os vossos dízimos, a oferta das vossas mãos, e
as ofertas votivas e as ofertas voluntárias.”.
Moisés ainda repete o mesmo texto no
versículo 11, afirmando que o lugar do culto verdadeiro, onde os
dízimos são apresentados, é na casa do Senhor, na presença do
sacerdote, diante do povo em um ato de adoração (Ex 36.1-7). O rei
Salomão, filho do rei Davi, autor de tantos salmos inspiradores,
após a morte de seu pai, trouxe várias ofertas para a casa do Senhor
doadas pelo seu pai (II Cr 5.1).
O homem que foi mais ousado em falar de
dízimos e ofertas em toda a Bíblia, disse: “Trazei todos os dízimos
a casa do Senhor, para que haja mantimento na casa do Senhor” (Ml
3.10). No Novo Testamento, o próprio Jesus presenciava todos os
ofertantes e dizimistas em seu ato de entrega (Mc 12.41-44 ; Lc
21.1-4).
Martinho Lutero, mesmo diante de
pressões e até ameaças, foi em frente com sua convicção: “consultei
a minha consciência e ela está amarrada a Palavra de Deus”. Com essa
frase, nasceu o protestantismo.
Se você professa, de fato, ser um
cristão verdadeiro, não viole a Revelação Escriturística. Seja um
cristão Bereano: “Examine com avidez as Escrituras”. Tudo o que Deus
deseja que façamos ou deixemos de fazer já está revelado na Sua
Palavra.
Nada de diluir, aumentar, inventar nada
a cerca da Bíblia. O maior tesouro que a raça humana possui por si
só se basta. Neste tesouro temos todas as respostas; portanto, quem
a lê e a pratica jamais será enganado. Esta deve ser a nossa
postura, que nos qualifique para sermos discípulos de Jesus, estando
amarrados à única revelação dos céus: a Bíblia Sagrada.
Pr. Ivonildo Teixeira
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