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A
segunda petição do modelo de oração é para ser considerada sob uma
luz bem diferente das outras seis, porque, em certo sentido, foi cumprido.
Jesus, aqui, provavelmente adotou a oração judaica freqüente pela vinda
do reino do Messias. Até mesmo a mulher samaritana sabia que o Messias
chamado Cristo estava vindo (João 4:25), mas ela e os discípulos dele,
como muitos nos dias de hoje, tinham algumas incompreensões sérias sobre
a natureza de seu reino. Por exemplo, a mãe de Tiago e João pediu a
Jesus lugares de honra para seus filhos no reino (Mateus 20:21), e outros
queriam pegá-lo a força e fazer dele um rei (João 6:15).
Para
ensinar-lhes a respeito da natureza do reino, Jesus ensinava a seus
discípulos muitas parábolas, algumas das quais foram registradas em
Mateus, capítulo 13. Numa dessas parábolas, ele descreveu o reino como
uma rede lançada ao mar (versículo 47-50). O lançamento da rede
representa a pregação do evangelho, a palavra do reino (versículo 19).
Quando Jesus chamou Pedro e André para serem apóstolos, eles estavam
literalmente lançando uma rede no mar, e ele lhes disse:
“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”
(Mateus 4:18-19). O arrastão final da rede para a praia representa o dia
do julgamento, quando todos aqueles que não obedeceram a palavra serão
separados dos justos e lançados “na
fornalha acesa” (Mateus 13:48-49).
Esta
“rede” foi “lançada ao mar”, em Atos capítulo 2, e aqueles que “aceitaram
a palavra foram batizados… acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que
iam sendo salvos”. Assim foi o reino do céu estabelecido na
terra e veio com poder, como havia sido previsto em Marcos 9:1. É neste
sentido que J.B. Coffman afirma: “Se alguém limita estas palavras
(venha o teu reino) ao seu significado óbvio, primário e original, elas
não fazem parte de uma oração atualmente”. Ele vai adiante, dizendo:
“Contudo, uma palavra de precaução deve ser observada. Estas palavras
podem ser, e sem dúvida são, capazes de outro significado”.
Consideremos este outro significado.
“Então,
acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade”
(Hebreus 10:9). “Não seja, pois,
vituperado o vosso bem. Porque o reino de Deus não é comida nem bebida,
mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos
14:16-17). Justiça, paz e alegria são frutos do Espírito, um resultado
da fé e da obediência à vontade de Deus. Permitimos ao reino do céu
entrar em nossos corações e vidas quando nos submetemos humildemente em
obediência à vontade de Deus. Quando obedecemos ao evangelho, somos
transportados “para o reino do Filho
do seu amor” (Colossenses 1:13).
A
terceira petição do modelo de oração não está deslocada da seguinte.“Faça-se
a tua vontade, assim na terra como no céu” deverá ser uma
oração fervorosa nos corações e lábios de todos os que mais queiram
ver o céu e ir para lá quando sua vida terminar. Jesus diz: “Eu
sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por
mim” (João 14:6), e:
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”
(versículo15).
Como
é feita a vontade de Deus no céu? Jesus está no céu com Deus (Atos
1:11; Hebreus 4:14) e ele faz a vontade de Deus perfeitamente (Lucas
22:42; 2 Coríntios 5:21). O Espírito Santo faz a vontade de Deus
perfeitamente (João 16:13; 1 Coríntios 2:9-13). Os anjos do céu fazem a
vontade de Deus perfeitamente, porque se não a fizerem serão lançados
fora (2 Pedro 2:4). As quatro criaturas vivas cantam: “Santo,
Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e
que há de vir” (Apocalipse 4:8). Os 24 anciãos adoram-no e
depõem suas coroas diante dele (versículo 10). A vontade de Deus é
cumprida plenamente, sem mácula ou defeito, no céu.
Como
então podemos nós que estamos na terra fazer a vontade de Deus até este
ponto? A resposta é: deixando seu reino reinar em nossas vidas enquanto
nos submetemos a sua soberania, poder real, e domínio. Sendo seus filhos,
podemos pedir seu perdão e ser puros e santificados diante de seus olhos.
“Acheguemo-nos, portanto,
confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia
e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus
4:16).
por
Bobby Hall
Fonte:
Estudos
da Bíblia
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